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9 de novembro de 2010

Quem madruga e dorme até tarde pode ter Distúrbio do Sono Atrasado


Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.

O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.

Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.

Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.

O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.

A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.

A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.

O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.

O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.

E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.


Fonte: Revista Galileu

5 comentários:

Débora disse...

Dr.Leonardo

Tenho esquizofrenia, acredito que minha doença surgiu como um alerta. Antes de ter o primeiro surto eu estudava muito e passava noites estudando, tomava guaraná em pó, coca-cola, café, tudo para ficar acordada e assimilar o máximo de conhecimentos possíveis. Na época fazia um curso que exigia muito. Depois que tive o primeiro surto e passei a tomar antipsicóticos comecei a ficar mais preocupada com minha saúde, a ter menos estresse, a ter uma alimentação equilibrada, e não fazer dietas mirabolantes para emagrecer. Tb passei a dormir 12 horas por dia, o que é muito saudável. Tomo meu medicamento as 19 horas e acordo as 7 da manhã todos os dias. Parece que o medicamento garante 12 horas de sono tranquilo. Tb passei a respeitar meus horários para me alimentar, para dormir, fazer atividade física três vezes por semana. Enfim , estou vivendo de forma mais saudável, sem estresse e tudo graças ao sinal de alerta que tive que foi a doença, que por um lado teve um sentido positivo, aprendi a controlar a ansiedade e a viver melhor, apesar dos sintomas negativos que considero mínimos, consigo ser mais produtiva agora do que fui no passado quando não conseguia suportar a carga de estresse e ansiedade e não tomava remédio algum. Hoje tenho mais motivação,minha memória é ótima, consigo produzir uma tese em poucos dias, excelente capacidade intelectual, energia e disposição para viver muito e feliz.

darling disse...

Olá,Doutor! Excelente este blog e bem a calhar...meu filho tem 10 anos e já passou por 5 escolas diferentes devido o comportamento que apresenta de não ficar quieto um instante sequer,é muito agitado, não se concentra e ainda tira a atenção dos colegas em sala de aula.Devido a tantas reclamações acabamos por troca-lo várias vezes de escola, mas as queixas são sempre as mesmas. Demorei pra procurar um médico por achar que tal comportamento fosse uma fase e logo iria passar,mas não foi bem assim e hoje ele se consulta com um neurologista do SUS que atende vez ou outra devido demanda muito grande de pacientes, uma consulta demora até 3 meses pra acontecer. Ele inicialmente fez uso do tofranil que não resolveu absolutamente nada, retirei por conta própria pois a agitação em sala de aula persistia.Ele usou este medicamento por meses e parei, levei ao conhecimento do neuro que me propôs uma nova tentativa; mais alguns meses de tofranil sem resposta positiva. Parei novamente e depois de 3 meses consegui uma consulta onde a neuro pediu um eletroencefalograma e receitou dogmatil 30 gotas à noite, isto tem apenas 2 dias. A escola insiste em que meu filho deve tomar ritalina, mas como a doutora não falou nada a respeito penso que não sou eu quem vai ficar dando indicações ao médico de qual medicamento meu filho deve tomar. Vivo ansiosa e agitada,minha vida é só ouvir queixas na escola,parece que meu filho é o pior aluno de toda a escola em matéria de comportamento, a ponto de a diretora me procurar e dizer que estava receosa em levar meu filho ao passeio com medo de acontecer alguma coisa grave pois ele tem uma impulsividade fora do comum, segundo ela, isso me deixou sem chão.E, embora seja um garoto inteligente essa falta de controle e concentração já está afetando seu aprendizado e tem tirado notas baixas,ele está no 4ªano. Ele não se reconhece como uma criança assim e nega seu comportamento alegando que as pessoas inventam coisas a seu respeito. Gostaria que me desse uma orientação já que quase não recebo do neuro que trata meu filho... As vezes me sinto a pior das criaturas, a psicíloga do meu filho já até me encaminhou pra uma terapia, parece que as vezes vou surtar diante de tanto problema sem solução aparente,as coisas demoram muito a acontecer, me ajude, por favor!

Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira disse...

Darling,

entendo seu sofrimento. Acompanho casos assim e sei que não é nada fácil. Esses casos são complexos, em geral exigem tratamentos com vários profissionais, como psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos. É ingênuo acharmos que uma medicação terá efeito miraculoso e rápido. Em geral não é assim. Se ele deve ou não utilizar a Ritalina, não tenho como opinar, mas posso recomendar que converse com o médico dele sobre o tratamento, outros dispositivos que podem ser eficazes, como a psicoterapia. A família também deve receber orientação de como proceder através da psicoeducação ou terapia de família. Um exame que pode esclarecer melhor o caso é a testagem neuropsicológica, que pode sugerir um tratamento de reabilitação cognitiva. Enfim, existem muitos caminhos e é preciso encontrá-los em conjunto com a ajuda médica que você já recebe. Um abraço!

Anônimo disse...

Olá doutor gostaria de saber mais informações sobre o Distúrbio do Sono Atrasado. Qual ou quais profissionais devo procurar?

Preciso de ajuda. Realmente isso me atrapalha bastante pois durante o dia fico muito sonolenta com sensação de que estou "dopada".Só consigo produzir e focar minha atenção mais a partir das 10 da noite. Isso me atrapalha pq o horario da fac é 7 da manha! E isso é só uma pequena amostra!
Já ouvi muitoooo.... principalmente de meus pais por causa deste hábito.

Por favor preciso de alguma orientação.
Aguardo contato
Grata
Michele Mascarenhas
Salvador -Ba

Anônimo disse...

ola D LEONARDO GOSTARIA DE SABER COMO AJUDA MEU ESPOSO ,PQ TENHO 32 ANOS SOU DA ÁREA DE SAÚDE,E SEI Q A ROTINA DELE NAO ESTA CORRETA.PQ ACORDA A DIZENDO Q ESTA COM PREGUICA ,NAO DORM ANOITE DIREITO,SEMPRE MAL DISPOSTO COMO AJUDA LHO ELE TEM 56 ANOS UM ABRACO.