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quero convidá-lo a acessar meu novo site leonardopalmeira.com.br. Lá você vai encontrar todo o conteúdo deste blog além de informações de utilidade pública, um manual prático para pacientes e muitas novidades.

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21 de janeiro de 2008

Afetivograma: o mapa do humor.




Imprima os formulários acima (1ª e 2ª quinzena) clicando com o mouse sobre eles. Uma nova página da web será aberta. Acione o botão "Arquivo" do seu Internet Explorer e depois "Visualizar Impressão". Abrirá uma tela com a imagem a ser impressa. Escolha o formato "Paisagem" ou pressione as teclas "Alt + L". Depois reduza o tamanho da imagem para 50% onde está escrito "Reduzir para caber" para que o afetivograma não saia cortado.
Outra forma de imprimir as imagens: clique com o mouse sobre cada tabela, abrindo uma nova página da web. Depois, com o botão direito do mouse, clique em "salvar imagem como..." e imprima diretamente do arquivo que você salvou.


O afetivograma ou mapa do humor é um instrumento de avaliação útil no tratamento de manutenção dos transtornos afetivos. Ele permite que o médico analise as oscilações de humor de seu paciente ao longo do mês e veja o comportamento do transtorno a longo prazo.

O afetivograma pode ajudar seu médico na decisão dos ajustes medicamentosos, seja no aumento ou redução de dosagens, novas associações ou troca de medicamentos.

Para o paciente, o afetivograma permite que ele perceba mais seu humor e o compreenda melhor. Muitos têm dificuldade em lembrar de como se sentiam há algumas semanas ou tendem a ter avaliações parciais ou errôneas na vigência do humor do momento. Quando estão deprimidos, p.ex., a tendência é achar que o mês todo foi ruim e, quando estão eufóricos, se esquecem da depressão que tiveram há uma semana atrás. O paciente pode também perceber gradativamente o peso que as influências do ambiente, causados por problemas no trabalho ou em casa, têm sobre o humor e como ele se altera reativamente, sendo capaz de refletir sobre mudanças de atitudes frente ao estresse e como prevení-lo.

Portanto, o afetivograma é útil para ambos, médico e paciente, melhora a adesão ao tratamento, tem um papel psicoeducacional, informando o paciente sobre seu transtorno e permitindo que ele se entenda melhor, e serve ao médico como ferramenta para avaliar o humor ao longo de todo o mês e não somente durante a consulta.

Existem diferentes versões de afetivogramas, uns mais sucintos, outros mais detalhados, uns que permitem a avaliação do humor dia a dia, outros que sintetizam o humor preponderante naquele mês. O afetivograma que apresento é uma adaptação a partir da minha experiência clínica.


Instruções para preenchimento


1) Identifique-se, preencha o mês atual e anote o dia da semana correspondente no quadrado acima de cada dia do mês.

2) Assinale com um ponto o quadrado correspondente ao seu estado de humor no dia respectivo. Você pode se guiar pelas características citadas na coluna da esquerda. Basta uma das características estar presente para você decidir qual estado do humor deve assinalar. No caso de ter mais de uma característica em quadrados diferentes, opte por aquela que mais se destaca frente às outras.
3) Você pode assinalar mais de um estado de humor por dia, desde que especifique ser pela manhã, à tarde ou à noite. As letras M, T e N abaixo da linha dos dias do mês indicam essa possibilidade. Se optar por assinalar apenas uma vez ao dia, será considerado que aquele estado de humor esteve vigente pela maior parte do dia. Nunca assinale dois estados de humor ao mesmo tempo, sempre opte por um.

4) Você pode destacar no verso da folha se houve algum evento que você considera desencadeador de um estado alterado de humor. Por exemplo, no dia 5 fiquei triste por ter me desentendido com meu marido ou minha esposa. Seja sucinto e evite transformar o afetivograma num diário pessoal. Se preferir, anote antes na agenda e faça um resumo ao final do mês, passando as informações importantes para o mapa.

5) Muitas pacientes atribuem mudanças do humor ao período pré-menstrual. Nesse caso você deve anotar quando começa e termina o período (TPM).
6) Na consulta, seu médico vai discutir melhor com você os sintomas e ligar os pontos que você assinalou para, então, ver o comportamento do seu humor ao longo do tempo.

7) O afetivograma deve ser o mais natural e espontâneo possível. Lembre-se que ele é uma ferramenta que vai ajudar no seu tratamento. Não se deixe influenciar pelo desejo de se mostrar melhor do que realmente está e marque os quadrados certos, ainda que isso mostre que você ainda não está bem. Você vai melhorar ao longo dos meses subsequentes.
Veja abaixo um exemplo de um afetivograma preenchido e com os pontos interligados.


Caso tenha dúvidas sobre os sintomas listados no lado esquerdo do mapa, leia atentamente as explicações a seguir:

Euforia/Agitação/Aceleração/Agressividade: qualquer um desses sintomas denota um humor elevado. Você não precisa ter todos esses sintomas para qualificar o humor dessa forma. Basta um deles, como abaixo:

1) Euforia - humor muito alegre (além do seu habitual), atitude desinibida, extroversão excessiva, podendo chegar a ser inadequado em algumas situações sociais.

2) Agitação - você se sente agitado (mais do que inquieto), com muita energia, sente necessidade de extravasar esse excesso de alguma forma, mas não consegue. Tem pouco sono por não conseguir relaxar.

3) Aceleração - seus pensamentos estão muito rápidos, voam, você pensa em várias coisas ao mesmo tempo, não consegue se concentrar direito em nenhuma idéia, pois elas passam rapidamente. Você fala rápido e alto, às vezes não deixa os outros falarem ou interrompe muito as pessoas, centralizando a conversa.

4) Agressividade - você fica facilmente agressivo, explosivo, irrita-se com grande facilidade a ponto de brigar com as pessoas (verbal ou fisicamente).

Irritabilidade/Inquietação/Impaciência: é um estado elevado de humor, porém que não chega a ser tão elevado quanto o anterior. Basta também uma dessas características para você marcar o quadrado correspondente.

1) Irritabilidade - você está na maior parte do tempo irritado, qualquer coisa te tira do sério, você grita ou se desentende facilmente com as pessoas com as quais convive, fala coisas sem pensar e que podem magoar o outro, mas você não consegue se controlar totalmente.

2) Inquietação - você fica inquieto, mexe as mãos ou pernas o tempo todo, não consegue ficar muito tempo parado. Em geral, as pessoas percebem isso como um estado de grande ansiedade, incapacidade de relaxar, está sempre tenso, mas não chega a ficar propriamente agressivo com os outros.

3) Impaciência - tolerância zero ou quase-zero, tem a ver com a irritabilidade, mas alguns pacientes não ficam o tempo todo irritado, mas qualquer coisa que o contrarie ou desagrade provoca reações de intolerância.

Bom humor/Estabilidade: esse é o estado normal do humor. Você se sente bem, seus pensamentos estão centrados, com uma velocidade normal, seu comportamento é na maior parte das vezes tranqüilo, existem poucas queixas. Pequenas variações são permitidas, mas sem alcançar os patamares para baixo ou para cima.

Tristeza/Fadiga/Cansaço/Desânimo: esse é o primeiro estágio de redução do humor para o pólo depressivo. Basta uma dessas características pela maior parte do dia para você assinalar esse quadrado.
1) Tristeza: você se sente triste, sensível, emociona-se com facilidade, chora, sua auto-estima está baixa, você não acha graça nas coisas.

2) Fadiga/Cansaço: seu corpo e sua mente estão cansados, você não consegue pensar em nada útil, os pensamentos estão vazios, seu corpo parece que pesa uma tonelada, você se cansa facilmente, quer logo descansar ou permanecer na cama, lhe falta disposição física e psíquica para passar o dia.

3) Desânimo: você não tem vontade de fazer nada, nada lhe interessa, passa a maior parte do tempo desanimado.

Tristeza profunda/Lentidão/Apatia: esse é o estado mais rebaixado do humor, com sintomas claros de depressão. Basta uma dessas características para assinalar o quadrado correspondente.

1) Tristeza profunda: é um estado melancólico, não é uma tristeza transitória ou fugaz. Você se sente profundamente triste, chora muito ou permanece quieto e sozinho, tem pensamentos negativos, mórbidos, que nem mesmo suporta.

2) Lentidão: você está lento. Os pensamentos são vagarosos, seu raciocínio está devagar, seus movimentos também estão fracos, lentos, você passa a maior parte do tempo parado, fala pouco e quase não interage com outros.

3) Apatia: tem a ver com a lentidão. Você está apático, sem energia vital, não consegue se alimentar, a menos que alguém lhe ofereça algo para comer, não consegue tomar banho, passa a maior parte do tempo inerte. A apatia tem uma mistura de desânimo, falta completa de vontade, com uma inibição do comportamento.
A dificuldade maior em sinalizar no mapa o estado do seu humor é quando ocorrem sintomas de grupos distintos ao mesmo tempo. Um exemplo frequente é quando o paciente se sente profundamente triste, mas está agitado ou inquieto. Nesse caso, você deve se decidir pelo sintoma mais proeminente ou que ocorre com mais frequência ao longo do dia. Outra maneira é optar pelo quadrado onde ocorre a maior parte dos sintomas listados. P.ex., você se sente profundamente triste, mas está também inquieto e impaciente. Não tem lentidão e nem apatia. Então, você deve marcar o quadrado correspondente a Irritabilidade/Inquietação/Impaciência. Algumas vezes o paciente tem dificuldade para avaliar a importância de um sintoma frente a outro. Você pode pedir ajuda para um familiar, perguntando-lhe como ele o vê ao longo do dia, antes de se decidir por qual quadrado optar.
Mande suas dúvidas por e-mail e comece a fazer seu afetivograma. Com o tempo você vai ver como é fácil e útil.

Publicado pelo Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira. Todos os direitos reservados.

17 comentários:

Waleska, Lady Disaster. disse...

Ola Dr.Palmeira! Muito bonito o seu site, organizado e com informacoes de qualidade. Sou odontologa, tenho entao um conhecimento nao tao leigo sobre drogas e interacao medicamentosa. Fui diagnosticada com DDA ha algum tempo atras e desde entao utilizo o Metilfenidato, com sucesso. Por outro motivo foi necessario que meu medico receitasse anfepramona e este me garantiu nao haver interacao medicamentosa entre estas drogas. Fico sinceramente preocupada porque ja busquei a opiniao medica de outros colegas e a resposta eh sempre desalentadora. Existem estudos ou evidencias sobre esta interacao? Muito obrigada por seu tempo e sua atencao!

Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira disse...

Prezada Waleska,

como a anfepramona é uma anfetamina, assim como o metilfenidato, existe o risco de adição do efeito psico-estimulante, podendo haver efeitos colaterais que não foram perceptíveis somente com o metilfenidato (que é uma anfetamina considerada de baixa potência). Por ocasião de sua pergunta, aproveito para escrever um pequeno artigo sobre o uso de anfetaminas para emagrecimento, o que há algum tempo penso em fazer, visto os inúmeros casos de uso/abuso de anfetaminas que vejo em meu consultório.
Um abraço,
Dr. Leonardo Palmeira

Caroben disse...

O momento atual com a novela Caminho ds Indias, é propício para que a Sociedade discuta o problema dos doentes mentais no Brasil.
Essa reforma passada, com o fechamento dos hospitais psiquiátricos, que foi um desastre nesse momento a sociedade deveria estar em discussão com todos os psiquiatras do nosso país. Eu não vejo nenhum movimento em relação a isso. Cadê a Sociedde Brasileira de Psiquiatria, está na hora de pressionar o Congresso Nacional, no sentido de que corrija esse erro passado.O número de pacientes mentais no Brasil é muito grande, e os problemas são maiores. não vejo a curto prazo nenhuma política com relação a isso, é uma pena ver muitos doentes mentais, sofrendo, por falta de política públicas verdadeiras e não palavras e mais palavras, que não resolvem nada. E o sofrimento é grande por parte do paciente e seus familiares.
Onde está o Deputado Federal que na época teve a idéia maluca e infeliz de extinção dos hospitais psiquiátricos no Brasil, copiado de um modelo da Itália. Se fossemos um país sério e que tivessemos justiça verdadeira, o senhor Paulo Delgado, deveria está respondendo processo, juntamente com todos que aprovaram essa reforma psiquiátrica, veja os senhores, era Deputado Federal pelo PT de Minas Gerais.Acreditem...

Anônimo disse...

dr leonardo meu nome e laine,tenho DP queria que vç falasse mais sobre despersonalizaçao porque sofro muito com isso a um mes e meio tomo antidepressivo lexapro tenho melhorado so que as vezes ao longo do dia tenho despersonalizaçao meus pensamentos se confundem luz me incomoda gostaria de obter mais informaçoes sobre isso minha psiquiatra nao me esclareceu muita coisa sobre isso.agradeço

Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira disse...

Elaine,

a despersonalização pode ocorrer em outros transtornos, como a esquizofrenia, o transtorno bipolar, o transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão, ou pode ser o sintoma principal de um transtorno dissociativo. Não sei qual seria seu caso. Mas no transtorno dissociativo, como sugere o próprio nome, ocorre a dissociação do psiquismo e a pessoa pode ter desrealização (estranhamento do mundo ao seu redor) e despersonalização (estranhamento de si própria). Pode, p.ex., se perder espacialmente, esquecer seu nome ou quem é, não lembrar de coisas ou pessoas conhecidas, etc. É um quadro muito associado a fragilidades da pessoa (do ego), personalidade mais dependente ou emocionalmente instável ou histriônica e, em geral, esses sintomas surgem quando há um acúmulo ou extravasamento de ansiedade. Normalmente essas pessoas também têm maior chance de somatizar, ou seja, manifestar no corpo suas ansiedade através de dormências, desmaios, sintomas cardiovasculares e intestinais. O tratamento deve ser através de medicamentos para controlar a ansiedade e o humor e, principalmente, psicoterapia, para deslocar do corpo o mecanismo de somatização e para fortalecer a pessoa. É necessário ainda uma avaliação médica para descartar problemas neurológicos, que também poderiam levar a sintomas de despersonalização.
Em linhas gerais é isso, espero que tenha ajudado.

BIPOLARBRASIL disse...

Já imprimi o meu afetivograma e vou me dedicar nele. Grato!

Anônimo disse...

Olá Dr. Palmeira.

Parabéns pelo seu blog e por realizar esse tipo de "trabalho voluntário", que Deus o abençõe pela vontade que tem de ajudar o próximo, pois o senhor ajuda muitas pessoas com esse blog.

Ontem de noite eu imprimi o afetivograma e o preenchi com dados do último mês, coisas que eu tinha anotado na minha agenda, pois eu achei interessante anotar mas nunca imaginei que algum médico já tivesse tido essa idéia e criado tal tabela. Parabéns pela iniciativa e muito obrigada.

Fui diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar há 18 meses e desde lá não retornei ao trabalho (causa genética), passei por stress no trablho, o que desencadeou o aparecimento da doença.

Quando encontro pontos de estresse sinto dores horríveis e acho que vou morrer. Tomo tylenol 750 e vou para a cama. O senhor poderia me passar alguma informação sobre o TAB que vem acompanhado com dores?

Fico no aguardo. Obrigada.

Jardim.

Anônimo disse...

Olá Dr. Palmeira, postei o comentário acima e me identifiquei como "Jardim".
Aproveito este momento para detalhar pontos para que o senhor consiga responder a minha pergunta.
Bem, trabalhei demais e passei por terríveis situações de stress no trabalho. Fui consultar um psiquiatra que me retirou totalmente do convívio do trabalho social. Fico mais em casa por vontade própria, não sinto vontade de sair de casa e mesmo assim, há 18 meses de tratamento com Lexapro, Neozine e Lexotan ainda assim sinto dores fortes, terríveis. Meu psiquiatra fez inúmeros exames e não encontra nada, diz que é do Transtorno Afetivo Bipolar. Conheço pessoas que sofre de TAB e não sentem dores. Por que motivo comigo acontece isso? É normal?
Fico no aguardo.
Jardim.

Anônimo disse...

Olá Dr. Palmeira, postei o comentário acima e me identifiquei como "Jardim".
Aproveito este momento para detalhar pontos para que o senhor consiga responder a minha pergunta.
Bem, trabalhei demais e passei por terríveis situações de stress no trabalho. Fui consultar um psiquiatra que me retirou totalmente do convívio do trabalho social. Fico mais em casa por vontade própria, não sinto vontade de sair de casa e mesmo assim, há 18 meses de tratamento com Lexapro, Neozine e Lexotan ainda assim sinto dores fortes, terríveis. Meu psiquiatra fez inúmeros exames e não encontra nada, diz que é do Transtorno Afetivo Bipolar. Conheço pessoas que sofre de TAB e não sentem dores. Por que motivo comigo acontece isso? É normal?
Fico no aguardo.
Jardim.

Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira disse...

Jardim,

que bom que tenha gostado do afetivograma. Não é invenção minha, embora esta escala tenha sido desenvolvida por mim, existem vários outros modelos de afetivograma. Estimulo sempre meus pacientes a utilizá-lo, pois ajuda no acompanhamento da evolução clínica e permite que o paciente tenha maior percepção de seus sintomas e de seu estado emocional.
Quanto às dores que menciona, tenho observado muitos pacientes bipolares com quadros dolorosos persistentes, inclusive com diagnóstico de fibromialgia, particularmente aqueles que tem uma expressão mais depressiva do transtorno. Converse com seu médico, pois essas dores podem ser consequência do seu estado de humor e podem melhorar com o tratamento. Existem antidepressivos que agem mais especificamente na dor e estabilizadores de humor que também aliviam dores crônicas. Boa sorte e um abraço!

monequicha disse...

Dr Leonardo:

Obrigada por este espaço, pelas informações para os pacientes, mesmo que naõ todos eles procurem informação tambem serve para quem convive com um paciente.
Sou esposa de bipolar (ciclotimico) e sinto muita dificuldade de achar uma rede de apoio para enfrentar as dificuldades do convivio com o meu marido. Sou de ES e gostaria informações de grupos de familaires de bipolares que se reunam que eu possa visitar e falar.. as vezes acho que vou me afogar de tanta angustia das situações que passo... preciso desabafar com quem tenha o mesmo problema.. Agradeço enormemente qq iformação.

monequicha disse...

Dr Leonardo:

Obrigada por este espaço, pelas informações para os pacientes, mesmo que naõ todos eles procurem informação tambem serve para quem convive com um paciente.
Sou esposa de bipolar (ciclotimico) e sinto muita dificuldade de achar uma rede de apoio para enfrentar as dificuldades do convivio com o meu marido. Sou de ES e gostaria informações de grupos de familaires de bipolares que se reunam que eu possa visitar e falar.. as vezes acho que vou me afogar de tanta angustia das situações que passo... preciso desabafar com quem tenha o mesmo problema.. Agradeço enormemente qq iformação.

Dr. Leonardo Figueiredo Palmeira disse...

Monequicha,

pessoalmente não conheço nenhum grupo específico para familiares de bipolares, mas com certeza devem ou deveriam existir, pois o envolvimento da família é importante e a convivência traz muitos desgastes. Procure junto aos serviços de psiquiatria e saúde mental das universidades do Espírito Santo. Outra alternativa seria procurar grupos de apoio como Neuróticos Anônimos, ALANON, que têm familiares participando.
Um abraço!

Anônimo disse...

Ainda bem que acabaram com os hospitais psiquiatricos, segundo depoimentos que leio sobre as pessoas que foram internadas, o tratamento era precário e horrivel. Se o Brasil quer realmente fazer reforma psiquiatrica tem que formar profissionais humanitarios que saibam lidar com os doentes sobretudo com afeto. Nao adianta aumentar o numero de leitos em hospitais psiquiatricos se nao houver pessoal qualificado para lidar com doente, tem que haver uma mudança de mentalidade. É muito fácil falar, dificil é passar pela situaçao precaria em que se encontram estes hospitais.

Márcio Candiani disse...

Dr. Leonardo, procurando por Afetivograma no google encontrei seu blog. Parabéns pela iniciativa.

Márcio Candiani.
Psiquiatra Infanto Juvenil e de Adultos em Belo Horizonte, MG
http://marciocandiani.site.med.br

Anônimo disse...

dr leonardo gostaria de fazer uma pergunta porque meu filho nao responde aos antpsicoticos atipicos ele tem a doença a quase oito anos muito obridada

Anônimo disse...

dr leonardo gostaria de fazer uma pergunta porque meu filho nao responde aos antpsicoticos atipicos ele tem a doença a quase oito anos muito obridada